segunda-feira, 27 de março de 2017

Mundo, pare!




Como faz para parar o mundo? Talvez o que me assuste mais não seja a guerra na Síria, o terrorismo na Europa ou a parede com marcas de bala na escola da periferia. 

O que mais me assombra é essa guerra que há entre os que deveriam se amar. Ele diz me dá e ela diz não posso agora! E fica nesse jogo de poder, de fazer sofrer até despedaçar o coração alheio...

Tanta gente de coração vazio perde a oportunidade de preencher de amor e quando acerta no bingo troca o prêmio por uma cartela nova, achando que virá coisa melhor.

Mundo, pare um pouco e me explique: é de agora ou sempre foi assim esse conflito entre aqueles que dizem querer amar.

E por que tem tanta gente aí não querendo amar e apenas brincar sozinho com o corpo e o coração dos outros?

Sempre achei que brincar juntinho era mais legal. Talvez eu ande na contramão desse mundo. Sou uma pessoa gregária, eu pego na mão de quem está ao meu lado, eu olho nos olhos e vejo gente, que tem alma e sente dor. Eu não sei jogar vídeo game e prefiro dançar. Ainda que eu nem saiba os passos mas eu gosto de sentir o cheiro do pescoço alheio e a respiração perto de mim.




E mesmo que eu apenas dance com amigos eu gosto mesmo é da partilha, da conversa e da reciprocidade. Gosto de fazer alguém sorrir.

Enfim, eu gostaria que o tempo voltasse. Para aquela época  em que eu conseguia acreditar que alguém viria dizendo, não sei dançar, mas quero dançar com você.